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No banco da praça


Ela se sentou no banco da praça com o terço em mãos. Se apegava a ele como quem se apega ao último suspiro de vida, como quem se vê diante da última sorte no jogo. Rezava com afinco, pedindo a Nossa Senhora que lhe concedesse mais essa chance ou graça. O sol das onze horas não queimava, o calor era suportável e aquela árvore a refrescava.
Na praça, somente a companhia de um idoso que aguardava melancolicamente a chegada da hora do almoço.

Ela se encontrava devastada física, psicológica e emocionalmente, e aquele era o momento de oração onde ela renovava os votos de confiança para continuar lutando contra aquela que já a havia derrubado algumas vezes: a moléstia do físico. Ela se encontrava em absoluta solidão interior. Foi quando Mia, a gata malhada de olhos verdes se aproximou e começou a ronronar e a se esfregar em suas pernas; ela lhe pedia atenção. Por um minuto ela se esqueceu do fervor da oração e lhe concedeu alguns carinhos.

Por instantes Mia lhe fez companhia, lhe fazendo se esquecer da solidão.
Mia era persistente e não desistia em sua relutância; ronronou, miou, se esfregou, se lambeu, e se deitou ao seu lado, como quem insiste em gozar de sua companhia. Ela não relutou e assentiu, mas logo o sol esquentou, a barriga roncou e o tempo cedeu; e ela se apegou fervorosamente ao seu terço novamente se lembrando de sua moléstia e rogando a Nossa Senhora que lhe concedesse mais esta chance ou graça. E seus pensamentos retornaram ao seu concedesse mais esta chance ou graça. E seus pensamentos retornaram ao seu objetivo.

Autora convidada: Karina Aldrighis


Top 10 mais


Hoje ouvia ao radio quando a locutora anunciou eufórica no programa “Top 10 - as dez mais” do dia que as três primeiras colocadas eram musicas cantadas por mulheres, que ELAS estão dominando a parada...Confesso que por instantes me senti envaidecida, afinal também sou mulher, mas, por instantes..................................................................................
.................................................................................................................................. Caí na real!
Músicas da parada cantadas por mulheres, americanas ou interpretes em inglês, com letras e frases tais como “Sou louca, venha me pegar” ou “olhe o tamanho da minha buzanfa” ou “o meu biquíni é o menor da costa da Califórnia” ou “vamos fornicar na praia...”
Letras que não enaltecem a beleza, a feminilidade, a delicadeza da mulher e sim, carregadas de termos pejorativos, que enegrecem sua feminilidade e a “vendem” como um produto vulgar, de fácil acesso a “todos” que querem lhe “pegar”.
Como se fossemos belos frascos de vidro à mostra em prateleiras de uma perfumaria, prontas a serem consumidas...
É uma pena! Por instantes eu REALMENTE me senti envaidecida...

Autora convidada: Karina Aldrighis

Questionamento II: Balsac(ana)


Comecei nos anos 70. depois veio os anos 80, a década de 90 e agora uma década do novo milênio!
O tempo passa em um ritmo acelerado demais para o raciocínio acompanhar! Já me considero uma Balsac(ana)! Pela minha vida já passaram avôs, uma avó, amigos que se foram...Amigos meus já deram inicio a uma nova geração que já viveram sua primeira década...
Em minha vida já cabem quase quatro décadas, e uma década é muito tempo!...
E a quarta idade, será que chego lá? Minha avó acaba de completar 87 anos e já chegou lá, é uma guerreira!
Estou prestes a completar a idade de Cristo e me sinto crucificada pela vida!
Não consigo acompanhar o ritmo do trem da vida, ele passa muito rápido!
Mas vou seguindo no trilho deste trem, afinal, sei que um dia ele chegará a Estação Paraíso.

Autora convidada: Karina Aldrighis

Questionamento


As coisas não fazem sentido. As pessoas se procuram, se procuram. E quando se encontram, a coisa perde o sentido!
Lembro que quando era criança meus pais tinham uma banheira em casa. Eu sempre queria enche-la e brincar nela, mas conto no dedo às vezes que pude fazer isso! Lembro-me de umas quatro vezes, no máximo! Para que uma banheira em casa, se não poderia usa-la?
Íamos ao clube, nos finais de semana. Era sempre a mesma coisa: eu queria nadar na piscina, ficar horas seguidas n’água até enrugar, nadar na piscina mais funda, me esbaldar...Mas não podia! Para que ir ao clube então?
Alguém aí esclareça, por favor! Esse modo metódico e ridículo das pessoas tocarem e manipularem suas vidas...
Agora moro em um apartamento pequeno, cubículo, e com tudo contado em espaço...Não posso fazer mais isso!!! Onde está a lógica das coisas?Heim?
Para que flores, se não tenho jardim? Para que cachorro, se não tenho quintal? Para que brinquedos, se na tenho crianças? Para que discos, se não tenho tempo de ouvi-los? Para que sonhos, se não tenho tempo de realiza-los? Para que tudo isso, para que? Alguém responde?

Autora convidada: Karina Aldrighis

Dê um "mergulho" no mundo da poesia infantil


Você já deu um mergulho no mundo da poesia infantil hoje? Não? Não sabe o que está perdendo!

O mundo da poesia infantil não existe somente para ser admirado por crianças, povoando seus sonhos infantis e brincadeiras, ou para serem lidos nas aulas de alfabetização como auxilio na aprendizagem do Beabá dos pequenos; há muita coisa legal e bonita para ser admirado pelos adultos também!

Muitos poetas feras já se dedicaram a esta fantástica arte poética, compondo obras inestimáveis: Cecília Meireles, Manoel Bandeira, Mario de Andrade, Mario Quintana, Olavo Bilac, entre muitos outros.

Há também os novos e novíssimos escritores, que surgem com muito talento a cada nova geração de poetas, vale a pena você conferir estes novos trabalhos também, há muita gente boa por aí a espera de leitores como você.

Então perca o preconceito e mergulhe neste mundo maravilhoso de sonhos e fantasia, deixe o mundo sério dos adultos um pouco de lado e mergulhe neste mundo com o prazer de uma criança!


Dicas:

Þ A arca de Noé - Vinicius de Moraes
Þ Ou isto ou aquilo – Cecília Meireles
Þ Berimbau e outros poemas – Manuel Bandeira
Þ O batalhão das letras – Mario Quintana
Þ Pé de pilão – Mario Quintana


Autora convidada: Karina Aldrighis


Lembra?


Lembra? Aquele dia em que tentei puxar conversa com você, que me olhou de olhar atravessado, rasgado como a noite, e me perguntou com rispidez no olhar “O que é?”, e engoliu um seco que lhe raspou a garganta, e como um gato maldito, arranhou sua traquéia, e sem nuance ou discórdia, virou-se para a tela do computador, e colou seus pensamentos em ondas virtuais...

Lembra? Aquele dia eu imaginei o Sol, e a praia, e as tardes sorrateiras no verão da juventude, e me lembrei de como era bom sentir o salgado do mar na pele nua, o arrepio que a gente sente quando a espuma gelada do mar encosta na derme e eriça o corpo...
Aquele dia eu senti a lua lá fora enluarando as bromélias do jardim, e imaginei borboletas e beija-flores por sobrevoar sobre elas, e provando seu néctar, e sentindo seu cheiro, e fluindo sua energia vital, como os libertinos fazem... Neste dia eu invejei a liberdade que eles desfrutam, e o desprendimento da vida ociosa, e murcha, e parasitária que eles tem...
Então eu me transmutei para uma paisagem mais bonita e desejável, um quadro mais belo, com nuances, e cores, e vida mais viva, com imagens mais definidas e tecnologia de cores e tintas emolduradas em um papel mental a qual somente eu poderia desfrutar...

Lembra? Pois este quadro tornou-se realidade. Eu, como pintora da vida, me transmutei de corpo e alma para esta paisagem afrodisíaca, e não tenho a menor pretensão de abandona-la. Mudar-me daqui nem pensar... E voltar ao mundo acinzentado e de tons pastéis, com gelo e concreto ao qual você me proporcionava, no silencio e sem odor, ao timbre de batidas de teclado e vozes no silencio, não dá mais...

Estou de malas prontas, e com passagem só de ida.

Regozijo-me na vida, e aqui estou feliz! Daqui eu não quero sair nunca mais!

Adeus!


Autora convidada: Karina Aldrighis


Monteiro Lobato crucificado


Livro de Lobato pode ser banido por racismo

Conselho de Educação quer proibir obra da turma do Sítio do Picapau Amarelo nas escolas devido a referências a Tia Nastácia e sua cor em comparação com animais.


As aventuras da turma do Sítio do Picapau Amarelo poderão ser banidas das salas de aula. O Conselho Nacional de Educação (CNE) quer proibir nas escolas públicas do País o livro ‘Caçadas de Pedrinho’, um clássico da literatura infantil escrito por Monteiro Lobato. Os 12 conselheiros do órgão acataram por unanimidade denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, que considerou a obra racista. Conforme parecer do Conselho, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e referências a animais, como urubu e macaco.

Publicado em 1933, o livro narra as peripécias de Pedrinho à procura de uma onça pintada. Em um dos trechos da obra que motivou a denúncia o escritor diz: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão”. De acordo com a autora do parecer, Nilma Lino Gomes, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os exemplares devem ser retirados das escolas ou adotados desde que a obra traga nota sobre os “estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura”. (...)
(Fonte: www.odia.terra.com.br/portalrio)

Peraí...Então é assim: um escritor de Literatura infantil consagrado é considerado “racista” e uma de suas obras mais significativas é retirada de circulação? Nossa população é um povo formado a partir da mistura de muitas raças, raças estas que chegaram até aqui de varias formas, tenha sido pelo descobrimento de uma nova terra, pela colonização, pelas imigrações legais ou ilegais, pela escravidão...

Monteiro Lobato foi um escritor polemico para a sua época, e ainda o é, e ele refletiu através de sua obra um dos pensamentos, correntes e idéias que se manifestaram em sua geração. Movimentos sociais, políticos e geográficos são relatados em sua obra, com uma forte e clara manifestação da opinião do próprio autor, na época em que foram escritas. Mas tudo isso já passou; e a sociedade está em constante evolução e desenvolvimento, mas não é por isso que devemos esquecer o passado. Muito pelo contrario, é com a experiência do passado que aprendemos e consertamos nossos erros, moldando os passos do futuro!

Ouvi a opinião de um Especialista em Educação na televisão, e concordo com ele: não devemos proibir a leitura desta ou aquela obra aos alunos e SIM, estimular esta leitura e apontar, junto com ela, os seus erros. Não devemos APAGAR o passado, e sim usa-lo como exemplo.

Crianças de 10 ou 11 anos, público alvo aos quais as obras de Monteiro Lobato atingem, são crianças em processo de formação de sua personalidade e caráter; elas ainda não possuem opinião formada a respeito das coisas. Elas refletem aquilo que lhes é ensinado; e este é um eficiente modo de ensinar que o racismo é um mal que adoece e mancha a vida em sociedade. Não é apagando o passado que vamos corrigir nossos erros, e sim passando as gerações futuras com exemplos concretos que certos movimentos e pensamentos devem SIM permanecer no passado.


Autora convidada: Karina Aldrighis




A desvalorização da arte no Brasil


Estes dias me peguei chateada com pensamentos negativos: por que certas pessoas não acreditam em minha arte?

Muitas vezes me pego sendo questionada por amigos e parentes o que ganho sendo escritora; “no máximo satisfação pessoal”, argumentam, “ afinal, nenhum retorno financeiro...”.

Para que então investir tempo, energia e dinheiro em publicação de livros, inscrições em concursos literários, manutenção de sites e blogs, participação em saraus, bienais e outros eventos, etc, etc, etc...

O que estou ganhando com isso? Onde está o retorno financeiro?

Sei que em nosso país é difícil, raro ou praticamente impossível para alguns viver economicamente somente da venda de livros ou outras formas de arte. Tenho amigos poetas, escritores, atores, jornalistas, artistas plásticos que paralelos a suas atividades artísticas mantém outro meio de sobrevida. Assumem funções que às vezes até lhes denotam algum certo prazer pessoal, mas a arte fala mais alta, e estes mantêm as duas atividades em paralelo, afinal temos que sobreviver (e pagar contas, é claro!).

Num país recordista em arrecadação de impostos, nós brasileiros também temos direito de manifestar a nossa arte, não somente pensando no “pão de cada dia”, mas também extravasando a arte que a nossa criatividade manifesta, e aqueles que não entendem isso, sinto muito, esta é a minha arte!

Ainda bem que Deus nos deu a capacidade de sermos múltiplos e exercermos várias atividades ao mesmo tempo, somos seres multifacetados, e é aí que se encontra a graça e o prazer de viver a vida!

Autora Convidada: Karina Aldrighis

Karina Pereira Issamoto (assina com o pseudônimo de Karina Aldrighis)
É escritora, poetisa e secretária da UBE/SP Núcleo Vale do Paraíba
Blogs da autora:

Ninho de borboletas


De um ninho de borboletas
Voa uma borboleta cor-de-rosa
Voa alto, voa mais alto,
É corajosa e não está prosa.

De um ninho de borboletas
Voa uma borboleta amarela
Suas asas são bonitas
Como pintura em aquarela.

De um ninho de borboletas
Voa uma borboleta azul anil
Suas asas brilham, brilham
Como as cores do arco-íris.

De um ninho de borboletas
Voa a mamãe borboleta
À procura de suas filhinhas
Pois o almoço está à mesa.


Autora Homenageada: Karina Aldrighs
Blogs da autora:


Bicho de goiaba



Que mora na fruta
Fez um furo na casca
E lá dentro sua casinha.

Bicho de goiaba
Se você não tem dente
Como é que consegue furar
Uma casca tão dura?

Bicho de goiaba
Desgasta a semente
E dela se alimenta
No fruto de goiaba.

A fruta, madura
Espatifou-se, caiu ao chão
Bicho de goiaba
Ficou sem moradia.

Bicho de goiaba
Mudou-se para outra fruta
De casca bem dura
Até ficar madura.


Autora Homenageada: Karina Aldrighs
Blogs da autora:


Quica, Kika


Kika, Kika
Você é muito sapeca!
Pula, pula feito perereca.

Kika, Kika
Você não é uma bola,
Pra que quicar a toda hora?

Kika, Kika
Você é muito espevitada
Nunca cansa de bagunçar a casa?

Kika, Kika
Já é quase hora do seu soninho,
Vamos lá preparar o seu ninho?

Kika, Kika
Dorme profundo, sonhando gostoso...
Com o mundo dos sonhos dos cachorrinhos!


Autora Homenageada: Karina Aldrighis
Blogs da autora:


Pipas no Céu

Pipas coloridas no céu
Marcam início de uma nova era.
Crianças felizes nas ruas
Como toda infância espera!

Autora Convidada: Karina Aldrighis
Blog da Autora: www.ninhodeborboletas.blogspot.com

Como?

Como não se apaixonar
Por céus estrelados
Por lábios rasgados
E retinas de vidro?

Como não se entusiasmar
Por jardins tropicais
Pecados carnais
E sangue latino?

Como não se extasiar
Pela vida que vai
Pelas horas que passam
Pelo rio do destino?

Como não se apaixonar
Por destinos cruzados
Sentimentos roubados
E caminhos mal resolvidos?

Como?


Autora Convidada: Karina Aldrighis


PÉS DESNUDOS

Pés desnudos estou
Pés descalços
Pegadas na areia
De frente ao mar.

Pés desnudos estou
Face-a-face
Troca de olhares
Verdadeiro olhar.

Pés desnudos estou
Coração aberto
Peito lacerante
A te recepcionar.

Pés desnudos estou
Desprovida de receios
Completamente entregue
Aguardando seu aceitar.

Autora Convidada: Karina Aldrighis 

PERDIDA

Me perdi pelo dia,
me perdi pela estrada,
...
me perdi pela vida...
Perdida diante da ferida
que teima em não cicatrizar...

Autora Convidadad: Karina Aldrighis

A PENA DO POETA

(dedicado ao Luso-Poeta Mario de Sá Carneiro)

Abandonada sobre sua escrivaninha
Dá pena de ver a pena saudosa
De escrever algumas linhas...

O poema do poeta está
Engasgado em sua memória
Dá pena de ver o poeta perdido
No curso de sua própria estória...

Que pena da pena do poeta,
Abandonada, saudosa e melancólica...

Autora Convidada: Karina Aldrighis

AFORTUNADA

Felicidade é um estado de espírito,
que se deve perder o juízo
para poder vivenciá-la
...
até não mais sobrar migalhas....

Autora Convidada: Karina Aldrighis

NINHO DE BORBOLETAS - Karina Aldrighis

KARINA ALDRIGHIS

Mais uma obra de uma autora aqui de Taubaté, confira:
Trabalhando com crianças e jovens das escolas da rede pública e municipal de minha cidade há muitos anos, me deixei seduzir pelo mundo da inocência e da magia. Pensava em minha própria infância, nas lembranças e em seus momentos marcados pelas brincadeiras, amiguinhos, apetitosos pratos servidos pela vovó e claro, muitas e muitas borboletas! Ninho de Borboletas é assim, uma obra composta por 30 (trinta) poemas que remetem a temas de uma meninice alegre e saudável, composta por sonhos, brincadeiras e muita diversão e que enaltecem a vivência de uma infância feliz, através de uma linguagem leve e gostosa, convidando leitores de todas as idades a uma agradável leitura!
Saiba mais:

Águas Mansas

As águas do mar se acalmaram.
Respiro devagar
Sentindo o ar entrar pelas narinas
Sem medo de me afogar
Em fúrias e lamentos.
O mar normalizou sua agitação,
As correntes marinhas vindas
Do Pacífico se amornaram.
A tempestade passou.
Será que durará para sempre?
Acho difícil...
A vida é influenciada por correntes
Marítimas que vem e vão...
Correntes do Pacífico,
Correntes do Golfo,
Correntes, correntes...
Mas por hora estou feliz,
Pois as águas do mar
Amornaram-se.

VEM!

Já decorei a porta do seu quarto
Os seus pertences estão bem guardados
Estou te esperando, meu bem!
Vem!

O meu amor por você é um ato impensado
Incondicional, está bem guardado,
E não pertence a outrem.
Vem!

A tua demora em vir me deixa agonizado
O coração transborda, fica transpassado!
Estou te esperando meu bem!
Vem!

Você marcou presença com ato confirmado.
Depois você partiu deixando-me arrasado!
Estou te esperando, meu bem!
Vem!

Você é meu maior bem, tesouro conquistado.
A chance de te ter é valor inestimável.
Estou te esperando, meu bem!
Vem!

Já contei infindáveis noites perguntando ao acaso
Por que esta demora, o que é certo, o que é errado?
Estou te esperando, meu bem!
Vem!

Vem quando?

Autora Convidada: Karina Aldrighis